domingo, 26 de julho de 2009

sábado, 25 de julho de 2009

As Noivas de Nelson - Teatro Solar de Botafogo/RJ







Mais de 20 Prémios em festivais de Teatro Brasileiros


As Noivas de Nelson é uma fantasia patético-surrealista baseada em cinco contos de “A vida como ela é”, em que todas as histórias envolvem de alguma maneira o noivado, o casamento ou a viuvez.
A Vida Como Ela É... era o título da coluna escrita por Nelson Rodrigues, publicada seis vezes por semana, entre 1951 e 1961, no jornal carioca Última Hora. Os temas das crónicas/contos giravam em torno das eternas obsessões do autor: os amores proibidos, adultérios e toda a sorte de perversões familiares. O cenário do Rio de Janeiro dos anos 50 é o de pano de fundo dos relatos. A peça estreou em Março de 2008 no tradicional Festival de Teatro de Curitiba, onde obteve excelentes críticas e ficou entre os 10 melhores espectáculos do evento. Desde então tem feito uma carreira de grande sucesso com três temporadas na cidade de São Paulo, uma na cidade do Rio de Janeiro, arrebatando mais de 20 prémios em festivais de teatro brasileiros.
Recentemente integrou a programação da Virada Cultural Paulista e do Mapa Cultural produzidos pelo Governo do Estado de São Paulo e do 1º Viradão Carioca, produzido pela Prefeitura do Rio de Janeiro.


Ficha Artística e Técnica
Texto - Nelson Rodrigues
Adaptação e direcção - Marco Antônio Braz
Assistente de direcção - Anamaria Barreto
Elenco - Aline Volpi, Anamaria Barreto, Ana Paula Castro, Basilides Ortega, Edivaldo Zanotti, Marcelo Peroni, Marici Nicioli, Rosangela Torrezin, Vivi Masolli, Vladimir Camargo
Cenários e Figurinos - Juliana Fernandes
Iluminação - Guilherme Bonfanti
Sonoplastia - Marco Antônio Braz/ Nando Perlati
Produção - Marcelo Peroni e Marici Nicioli
Fotografia - João Ballas
Projecto Gráfico - Rosangela Torrezin

Cia. Paulista de Artes


Mais de 32 Prémios em Festivais Marco António Braz - Prémio Shell de Melhor Direcção 2009
A Cia. Paulista de Artes surgiu em 1991, fundada por actores vindos das mais diversas escolas de teatro de São Paulo e Campinas que tinham como objectivo formar uma companhia profissional e de repertório. Desde então apresentou espectáculos infantis e adultos para grandes plateias nas principais cidades brasileiras. Entre as produções da Cia. podemos destacar “No exercício da paixão”, espectáculo inspirado em textos de Nelson Rodrigues e dirigido por Jorge Julião, vencedor de 32 prémios em diversos festivais; “Cobrindo a Megera, de olho na fera!”, espectáculo de rua escrito por Rosangela Brigoni e dirigido por Marcelo Peroni, também vencedor de muitos prémios em festivais pelo Brasil afora.
Em Agosto de 2008 a companhia estreou sua primeira produção em espanhol, “Tapate El pitito, cuidado com El Monstruito”, de Rosangela Brigoni, seleccionado como representante do Brasil na Programação Cultural da XVII International AIDS Conference, na Cidade do México.
http://www.ciapaulistadeartes.com.br/

"Falta inclusão"



O professor Júnior Nascimento afirma que, em Jundiaí e Região, faltam programas de educação para os surdos. "Em Jundiaí o trabalho é mais clínico do que educacional. Faltam programas de educação para os surdos e também intérpretes", ressalta. "Fico muito feliz por saber que tenho alunos que são enfermeiros, terapeutas, advogados, engenheiros, entre outros, que vão poder se comunicar com os surdos em suas situações profissionais."Júnior destaca que, cada país tem sua língua de surdos, o que significa que os sinais mudam de um lugar para outro no mundo. No Brasil, a língua de sinais foi reconhecida em 2002. Nos cursos de Libras que oferece, a Unianchieta é parceira do Clube dos Surdos de Jundiaí, que procura envolver os alunos da faculdade em suas atividades culturais. O clube foi fundado em 2 de junho de 1971 por Germano Luiz Gonçalves. "O clube procura dar apoio aos surdos para que eles enfrentem as dificuldades", afirma. "Há cursos de libras e vários encontros de esportes e lazer", comenta Gonçalves. E enfatiza: "Todos os que quiserem participar do clube serão recebidos de braços abertos." No início, o clube era frequentado por cerca de 30 pessoas. Hoje, recebe cerca de 110. Podem participar surdos e ouvintes. Gonçalves, que é casado com uma mulher surda e tem três filhos - todos ouvintes - sempre viaja para trazer livros e materiais para os surdos. Atualmente, está orgulhoso dos netos, que também estão aprendendo Libras.

As mãos falam. E os olhos leem


É um pouco difícil imaginar que no Brasil um adulto não conheça a música ´A Casa´, de Vinícius de Moraes. A grande maioria das crianças aprende rapidamente em escolas, ou em família mesmo, os famosos versos: Era uma casa, muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada...


No entanto, entre as pessoas surdas, é muito difícil encontrar alguma que conheça essa e outras músicas tão populares. A verdade é que quase ninguém se lembra de tentar transmitir aos surdos significados e sensações cotidianas proporcionados por diversas situações e que são tão comuns e acessíveis aos ouvintes.


No último dia 26, alunos do curso de extensão ´Introdução à Língua Brasileira de Sinais - Libras e Educação de Surdos´ da Unianchieta, em Jundiaí, emocionaram ouvintes e surdos ao apresentarem, na língua dos surdos, diversas músicas, no ´Libras in Concert II´, evento que, na realidade, é o trabalho de conclusão de curso dos estudantes. Além de sinais da língua dos surdos, os alunos usaram figurino especial e muita expressão corporal. "É o corpo falando. É expressão pura", afirmou Júnior Nascimento, professor que ministra o curso.


O auditório do campus da Unianchieta ficou lotado para as apresentações. Uma das que mais emocionou foi ´A Casa´. Num primeiro momento, os alunos se expressaram para passar a mensagem da versão tradicional da música (que também foi exibida por som eletrônico). Depois, mudaram o figurino e fizeram uma expressão para passar a versão em rock da música, gravada recentemente pela banda Capital Inicial.


Os ouvintes e surdos aplaudiram muito, sendo que, para os surdos, os aplausos são representados pelo balanço das mãos no alto. A grande maioria dos surdos confirmou que não conhecia a música.A apresentação também envolveu as músicas ´Versos Simples´, da banda Chimarruts; a música ´Lavar as mãos´, de Arnaldo Antunes; ´La Bela Luna´, dos Paralamas do Sucesso; ´Aquarela´, de Toquinho e Vinícius de Moares; e ´Faz um milagre em mim´, de Regis Danese.


Pioneirismo - Além de oferecer o curso de extensão para alunos de bacharelado e cursos de formação tecnológica, a Unianchieta já incorporou a disciplina Libras na matriz curricular dos cursos de licenciatura, o que será obrigatório para todas as faculdades do País. Elas terão que se adequar até 2015.


A Unianchieta também dispõe de intérpretes, para que surdos estudem na faculdade. Atualmente, há um aluno surdo no curso de Administração de Empresas, um no de Logística, um no de Engenharia Química e outro no de Sistemas de Informação.Miltom Romero Filho é o aluno do curso de Logística. Ele foi o primeiro aluno surdo a ingressar na Unianchieta.


"O dia-a-dia é muito complicado. Quando vou ao correio e preciso consultar um CEP, por exemplo, preciso perguntar tudo por escrito para os funcionários. Ir ao supermercado também é supercomplicado. Mas na faculdade a gente aprende a lidar com isso também", afirma. Miltom também acompanhou o concerto dos alunos da extensão e aprovou. "Já houve uma apresentação no ano passado que foi muito boa. Este ano, foi melhor ainda.


"Christopher Lee, 19 anos, também cursa Logística, mas é ouvinte. Ele se apresentou no concerto. "É mágico podermos mostrar o que aprendemos nesse curso de extensão. O curso terminou, mas pretendo continuar estudando Libras", comentou. Colega de classe de Miltom, Lee afirma que a amizade entre eles ficou mais intensa. "Antes de eu fazer o curso, não conversava com o Miltom. Agora dá para interagir muito. Sempre nos comunicamos, inclusive para marcar atividades fora da faculdade."


* Para esta reportagem, o JJ Regional conseguiu se comunicar com os surdos com auxílio do intérprete Alexandre de Lima Faria.

PATRÍCIA BAPTISTA - 05-07-09