
O professor Júnior Nascimento afirma que, em Jundiaí e Região, faltam programas de educação para os surdos. "Em Jundiaí o trabalho é mais clínico do que educacional. Faltam programas de educação para os surdos e também intérpretes", ressalta. "Fico muito feliz por saber que tenho alunos que são enfermeiros, terapeutas, advogados, engenheiros, entre outros, que vão poder se comunicar com os surdos em suas situações profissionais."Júnior destaca que, cada país tem sua língua de surdos, o que significa que os sinais mudam de um lugar para outro no mundo. No Brasil, a língua de sinais foi reconhecida em 2002. Nos cursos de Libras que oferece, a Unianchieta é parceira do Clube dos Surdos de Jundiaí, que procura envolver os alunos da faculdade em suas atividades culturais. O clube foi fundado em 2 de junho de 1971 por Germano Luiz Gonçalves. "O clube procura dar apoio aos surdos para que eles enfrentem as dificuldades", afirma. "Há cursos de libras e vários encontros de esportes e lazer", comenta Gonçalves. E enfatiza: "Todos os que quiserem participar do clube serão recebidos de braços abertos." No início, o clube era frequentado por cerca de 30 pessoas. Hoje, recebe cerca de 110. Podem participar surdos e ouvintes. Gonçalves, que é casado com uma mulher surda e tem três filhos - todos ouvintes - sempre viaja para trazer livros e materiais para os surdos. Atualmente, está orgulhoso dos netos, que também estão aprendendo Libras.

Nenhum comentário:
Postar um comentário